Eu tenho pena é do verdadeiro búfalo.Ele não merece essa ofensa.

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Site defende rapaz que quebrou braço de jovem em Natal e diz que “mulher é para apanhar”

19/10/2011 – 18h43

Aliny Gama
Especial para o UOL Notícias
Em Maceió

 

A agressão à estudante de direito Rhanna Umbelino Diógenes, 19, que teve o braço quebrado em uma boate em Natal depois de se recusar a dar um beijo no comerciante Rômulo Manoel Lemos do Nascimento, 22, ganhou mais um capítulo.

Além de ter sido agredida fisicamente, a jovem está sendo vítima de agressão virtual em um site apócrifo, de supostos amigos do agressor. Família e OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) pediram a retirada da página do ar.

Intitulado como Silvio Koerich, o “rei dos búfalos viris”, o site traz uma montagem com a foto de Rômulo segurando uma metralhadora e diz que ele está sofrendo “bullying judicial e midiático”, por ter “quebrado o braço de uma vadia baladeira.”

O site diz achar “louvável” a atitude de Rômulo e afirma que ele tem “total apoio” para não só quebrar o braço da jovem, como espancá-la. “Ela não deveria ter ficado apenas com o braço quebrado, mas sim levado muito soco na cara, pra quando olhar no espelho se lembrar de deixar a vagabundagem de lado e procurar algo útil para fazer”, diz o texto.

Em um dos trechos comentados sobre a agressão que a estudante sofreu, o autor do site acha “engraçado” o estado do braço da jovem, que, devido à fratura do antebraço, teve de implantar duas placas de titânio e 14 pinos, e manda um recado para as garotas que gostam de sair para baladas.

“Nosso amigo Rômulo Lemos não merece esse tipo de perseguição midiática, pois apenas fez bem em quebrar o braço de uma baladeira que rejeita o homem branco; agora ela fica se vitimizando na internet e na mídia – com o intuito de conseguir fama nacional”, afirma.

O site diz ainda que Rômulo está sofrendo perseguição nacional e assinala que “enquanto vagabundas estiverem em circulação, torço para que haja mais ‘Rômulos Lemos’ para contê-las, pois mulher merece apanhar”.

Pedido de retirada do ar

Diante das ofensas e frases racistas, advogados da estudante já ingressaram com pedido de investigação no MPF (Ministério Público Federal) no Rio Grande do Norte para que descubra o responsável pela página e peça a retirada do conteúdo da internet.

Na solicitação ao MPF, o pai da jovem, Kennedy Diógenes, atribuiu o conteúdo do site como uma “ofensa contra a sociedade brasileira”. Em entrevista ao UOL Notícias, ele critica a ocorrência de sites com conteúdo criminoso.

“É um crime um site daquele está na internet. É uma agressão e uma ofensa à sociedade. Ele não só agrediu minha filha como outras pessoas e cometeu vários crimes federais como racismo a nordestinos e apoio a estupros, entre outras atrocidades”, disse.

OAB repudia conteúdo

O presidente da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) no Rio Grande do Norte, Paulo Eduardo Teixeira, afirmou que está endossando a representação dos advogados de Rhanna no MPF e informou que nesta quinta-feira (20) o conteúdo do site será discutido no Conselho Seccional da OAB.

Teixeira disse que vai cobrar dos órgãos competentes que sejam aplicadas as penalidades cabíveis para o autor do site, além da retirada da internet.

A pedido do UOL Notícias, Teixeira analisou o conteúdo do site nesta quarta-feira (19) e destacou que traz conteúdos racistas, discriminatórios e ainda incita a violência contra a mulher.

Para ele, o conteúdo extrapola os direitos humanos, além do direito individual e coletivo. “Entendo que aquilo ali é uma violação aos direitos humanos. O conteúdo é bastante ofensivo por incitar a violência contra a mulher, os nordestinos. Rhanna é mais uma das vítimas desse site difamador, e ele tem de ser tirado do ar. Vamos tomar todas as medidas necessárias para coibir essa prática criminosa”, informou.

http://noticias.uol.com.br/cotidiano/2011/10/19/site-defende-rapaz-que-quebrou-braco-de-jovem-em-natal-e-diz-que-mulher-e-para-apanhar.jhtm acessado em 21/10/11 às 09h.

 

Caracas! Como é que tem gente que pensa desse modo?! Eu sei. Não precisa me explicar.

Mas eu tenho pena mesmo é do búfalo…ele não merece essa ofensa.

Esse tipo de pessoa não é animal, não é um ‘búfalo viril’, não é nada além de um espectro de gente…Mas o que me indigna é que o modo de pensar dessa criatura é compartilhado por várias outras criaturas e elas não ficam só pensando.

Baladeiras ou não, são mulheres e elas tem todo o direito de dizer um NÃO a uma pessoa. Lidem com isso de forma inteligente e educada e não de modo estúpido, preconceituoso e intolerante!

Acho que é demais pra um ‘búfalo viril’, né?

Depois eu que sou a “sem noção”

3 Comentários

Hoje apresentei meu local de trabalho para um grupo de pessoas.

Um dos homens disse: “Muitas vezes a mulher não sai da violência porque não quer”.

Qual a parte que a situação de violência sofrida pela mulher é uma situação e que envolve vários aspectos ele não entendeu?

Detalhe: dentre esses aspectos é relevante destacar que a mulher está numa situação complexa e com certeza não é por ela gostar que ela não rompe o ciclo de violência. Ela não está ali por querer, ela não procura por aquela situação. Ela não fica lá porque acha lindo, porque gosta, porque acha legal.

É muito fácil deixar de vitimizar a mulher e culpá-la.

Difícil é perceber que é preciso acabar com o machismo; é lutar contra ele.

Difícil é perceber que dizer não à violência contra a mulher não é ser intolerante, é ser, no mínimo, uma pessoa justa.

Machismo???

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O post de hoje (além de atrasado) é bem curtinho e conta com a participação por tabela (e sem prévio pedido de autorização) do meu grande amigo e sócio Cauê.

Uma bela noite estávamos indo eu, ele e outro amigo, o Thiago, pro cinema (Tron Legacy na época…. pense num filme duca!) e bom, 2 homens e uma menina no carro, já viu o papo, né? Machismo versus Mulheres. Eis que Cauê solta a seguinte frase, que é a questão que quero deixxar em debate aqui:

“Eu só vou acreditar que o machismo acabou quando o cara tiver uma filha e dizer na hora em que ela nascer: ‘Pense numa garota tabacuda! Essa aí vai dar pra todos, vai se garantir! Essa é minha filha!!!’ “

Pronto. Assim, sem mais. Deixo a frase. Pensem e digam suas opiniões…

Lua Santos

Doida, eu?!

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Já ouvi algumas vezes que ‘nós somos loucas; nós nadamos contra a maré’ e pensei a respeito e concluí que não me vejo como louca, mas concordo, eu nado contra a maré.

Ouvi isso de uma colega de trabalho.

(Recapitulando, eu trabalho com mulheres em situação de violência doméstica e sexual. O termo é esse ‘situação’, porque elas não são vítimas, não são coitadinhas; elas estão numa situação de violência, mas coitadinhas elas não são nem com um esforço mental muito grande. Lide com isso.)

Voltando ao assunto, ouvi isso de uma colega de trabalho e quer saber? Se não concordar com um mundo machista e opressor e dizer isso de tantas formas – inclusive através do meu trabalho –  é ser doida, então eu aceito de muito bom grado esse adjetivo.

E digo mais; digo ‘e daí?’ porque prefiro ser tachada/rotulada de doida do que ser alguém que diz ‘deixa a vida me levar’.

Nado contra a maré MESMO! Porque essa maré que está aí não me agrada, não é legal e já está mais que na hora dela mudar!

Tenho consciência que não vou salvar o mundo e nem as mulheres; já disse que nós não somos coitadinhas e nem precisamos ser salvas. Mas também tenho consciência que não dá pra ficar calada concordando com o machismo no e do mundo.

E nem adianta me dizer que ‘os incomodados que se retirem’! Eu não vou a lugar algum! Não vou ficar na minha e esperar a mudança ou mesmo ficar por aí vivendo e deixando tudo como está e achando tudo muito bom.

Não agüento calada, luto pelos meus direitos e reivindico que eles sejam exercidos plenamente! Se isso é ser doida, que seja!

E eu não estou sozinha nessa luta!

(Sim, o termo é esse ‘luta’; porque a gente se incomoda, se indigna e faz alguma coisa a respeito, a gente luta pra mudar essa situação incômoda e de injustiça contra as mulheres.)

E que bom que existem mulheres como essa minha querida colega de trabalho que não deixa de se indignar e de nadar contra a maré.

É ótimo saber que não estou sozinha, que estou cercada por mulheres que – doidas ou não – estão nessa luta pra valer, estão tão indignadas tanto ou mais que eu com essa situação de machismo reinante, que lutam bravamente todos os dias por um mundo com igualitário entre mulheres e homens.

Quem disse que é coisa de cinema????

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Primeiramente, desculpas por ter furado o post na semana passada. Sacomé, né, os trabalhos e as faculdades estão me deixando meio pirada esses dias… Mas bem, antes tarde que nunca, não é mesmo? rsrsrs…

Eu sou uma pessoa muito ligada em arte e cultura, e sou extremamente apaixonada por cinema. Todo tipo de filme, dos cults europeus a alguns besteiróis americanos, adoro todos. E uma coisa tem me chamado muito a atenção quando o assunto é comédia romântica.

Antigamente a gente tinha a mesma receitinha: Mocinha sem graça e desajeitada gostava do mocinho que era do tipo garanhão, pegava todo mundo. Um belo dia a mocinha desencanava do gostosão e se “descobria”, ou seja, dormia feiosinha, acordava lindona e um tantinho esnobe seja por ajuda das amigas ou por que foi humilhada pelo gostosão na frente de todos, não importa, ela muda. E isso faz o cara olhar pra ela diferente, pedir desculpas, todos se apaixonam e vivem felizes para sempre. The End. Basicamente era isso, salvo pequenas alterações.

Mas o que venho observando é que isso tem mudado muito. E agora as mulheres são as garotonas, que não querem saber de compromisso. Elas saem caçando pelos bares norteamericanos (e agora brasileiros, pois essa receitinha já chegou por aqui), dormem a cada dia com um carinha diferente, dão-pra-deus-e-o-mundo. E claro, são todas lindas, ricas, moram num loft super bacanudo, trabalham como publicitárias, jornalistas ou coisas do tipo e sempre tem algum carinha ligando e elas dispensando. Não dispensam o instrutor da academia, o dentista, o jardineiro e claro, o gostosão do supermercado (por que os caras dos mercados de lá são sempre bonitões). Daí um dia elas conhecem alguém que aos poucos se apaixona pela dona, mas ela não muda de ideia, até que o cara desiste e a moça, antes completamente “desprendida e desacreditada do amor” se diz pronta para amar (por sinal, foi um filme muito ruim com este título que me inspirou esse post) e vai lá ter o happy ending dela.

COMOASSIM? Quer dizer que tanto se lutou pela liberação sexual, cada uma faz o que quer com seu corpo, se quer transar antes do casamento, transa, por que enfim, a cabeça é de cada um, tanto se fez para agora a mulher ser muitas vezes retratada, resumidamente, como aquela que “deu pra todo mundo, cansou e agora está pronta pra amar”?

Sempre fui contra ambas as formas de se retratar a coisa. Tanto o cara gostosão versus a mocinha desajeitada quanto a dona desprendida versus o carinha salvador. Não defendo nenhuma, mas essa nova ondinha das mulheres dando pra geral nos filmes tá conseguindo ser pior do que quando eram os carinhas pegadores. Não por ser normal um cara ser pegador, isso é sexismo do mesmo jeito e não tô aqui pra isso. Mas claro, todo homem quer ser aquele cara do filme que sai pegando todo mundo, e isso, na cabeça da sociedade, “é massa!”. Mas tem mulher que quer ser a moça da telona, que deu pra metade de Hollywood? Quede? E quem acha o máximo a outra ter isso como ideal de vida?

E se alguma mulher te diz que sim, quer é essa vida de sair por aí comendo todo mundo e pronto, ah, de boa? Mentira. Que a pessoa diga que não quer se envolver, ok. Um caso aqui, outro ali, tranquilo. No melhor estilo “500 dias com ela”, pra manter o exemplo cinematográfico. Mas quem vê um personagem desses no filme e diz que quer ser igual, é por que no fundo espera ter o mesmo final que teve no filme, encontrar alguém que a faça mudar de ideia, ou seja, o fim é o mesmo, o meio é que é falsamente inventado. Nada mais do que uma mentira contada para si mesmo…

E bom, continuarei assistindo meus filmes. Vamos ver qual a moda a seguir…

P.S.: Desculpem o post gigantesco!!!! Mas pelo menos fica pra compensar o da semana passada! 😉

Duas Coisas

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Bom gente, hoje meu post vai ser um pouco diferente.

Primeiro tem um vídeo que eu gostaria de saber a opinião de vo6 que visitam o nosso blog.

http://www.youtube.com/user/canalparafernalha#p/a/u/0/mV3IR94zXac

o vídeo é de um senhor falando acerca das feministas. As opiniões de vo6 pautarão meu post da semana que vem.

A segunda coisa é sobre algo que acontecerá hoje… as 15 hs, na praça do ferreira.

Hoje, 28/09 é o dia Latino-americano de Luta para Legalização do Aborto, o Fórum Cearense de Mulheres (FCM), Articulação de Mulheres Brasileiras (AMB), a Central de Movimentos Populares (CMP) e outros grupos e coletivos de mulheres realizam um ato público na Praça do Ferreira, no Centro de Fortaleza. A batucada Tambores de Safo (que eu faço parte) se fará presente.

Bom, eu não poderei acompanhar o ato por conta por alguns problemas que venho passando, nada mt sério.

Ah, em um outro post posso falar um pouco sobre a questão do aborto.

Ellen Souza

Mudando o foco

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Quando um episódio de violência contra a mulher se torna público é comum que os olhares se voltem para o número crescente de mulheres assassinadas. A leitura divulgada pela mídia leva ao questionamento da efetividade da Lei Maria da Penha (Lei 11.340/2006) e da rede de serviços de enfrentamento à violência contra a mulher existentes no país.

Questão frequente é “Se a Lei Maria da Penha é tão eficaz, por que não se vê redução no número de mulheres assassinadas?”. Essa visão superficial pode levar as mulheres, já fragilizadas pela situação de violência vivida, a ter medo de denunciar por desacreditar na eficácia da Lei e do sistema judiciário brasileiro.

Mas é preciso saber que, embora o número de mulheres assassinadas seja crescente, o número de mulheres que denunciam é maior, importante e significativo.

Significativo pois mostra que as mulheres têm coragem para dar um basta à violência sofrida e importante porque a Lei é capaz de ampará-las, pois traz consigo os instrumentos necessários para superar essa realidade: punição aos agressores, criação de juizados especializados e afirmação da necessidade de políticas públicas que se voltem para a organização e fortalecimento das mulheres.

Temos o hábito de enfatizar o lado negativo das coisas. Nos meios de comunicação a quantidade de notícias ruins é muito maior do que de notícias boas. No que concerne à violência contra a mulher não é diferente. É preciso ressaltar os avanços das políticas públicas e das ações de grupos de mulheres no enfrentamento a essa violência.

Os Centros de Referência – como parte das políticas públicas de enfrentamento à violência contra as mulheres – são locais onde as mulheres são acolhidas, atendidas e orientadas por outras mulheres, e, sobretudo, fortalecidas para por fim às histórias de opressão. Com isso é possível afirmar a efetividade da Lei, a eficiência das políticas públicas para mulheres, bem como a ação das mulheres por um mundo sem violência e livre do machismo e da opressão.

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