Quando a gente acha que não falta mais nada…

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Então, eu ia postar um texto longo sobre uma coisa que aconteceu recentemente, mas es que me deparei com isto no Facebook:

Cara, vamos lá…

Sei que já falei sobre isso, mas gente!!!!  Ainda tem gente que acha que a culpa é da mulher pelo que acontece com ela? De novo; se um cara vem e violenta/desrespeita/maltrata uma mulher, a culpa é dela, ELA quem provocou????

Tá limpo que tem muita mulher aí que são perfeitos exemplos de vulgaridade (vide as mulheres-todas-as-frutas), mas nem isso dá o direito de algum cara chegar e fazer mal a elas…

Fala sério…. Olhem aí, isso foi postado ontem… Não é invenção, tá na minha timeline…

Juro que tem muita coisa que ainda me surpreende negativamente nesse mundo…

Lua Santos

Machismo???

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O post de hoje (além de atrasado) é bem curtinho e conta com a participação por tabela (e sem prévio pedido de autorização) do meu grande amigo e sócio Cauê.

Uma bela noite estávamos indo eu, ele e outro amigo, o Thiago, pro cinema (Tron Legacy na época…. pense num filme duca!) e bom, 2 homens e uma menina no carro, já viu o papo, né? Machismo versus Mulheres. Eis que Cauê solta a seguinte frase, que é a questão que quero deixxar em debate aqui:

“Eu só vou acreditar que o machismo acabou quando o cara tiver uma filha e dizer na hora em que ela nascer: ‘Pense numa garota tabacuda! Essa aí vai dar pra todos, vai se garantir! Essa é minha filha!!!’ “

Pronto. Assim, sem mais. Deixo a frase. Pensem e digam suas opiniões…

Lua Santos

Quem disse que é coisa de cinema????

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Primeiramente, desculpas por ter furado o post na semana passada. Sacomé, né, os trabalhos e as faculdades estão me deixando meio pirada esses dias… Mas bem, antes tarde que nunca, não é mesmo? rsrsrs…

Eu sou uma pessoa muito ligada em arte e cultura, e sou extremamente apaixonada por cinema. Todo tipo de filme, dos cults europeus a alguns besteiróis americanos, adoro todos. E uma coisa tem me chamado muito a atenção quando o assunto é comédia romântica.

Antigamente a gente tinha a mesma receitinha: Mocinha sem graça e desajeitada gostava do mocinho que era do tipo garanhão, pegava todo mundo. Um belo dia a mocinha desencanava do gostosão e se “descobria”, ou seja, dormia feiosinha, acordava lindona e um tantinho esnobe seja por ajuda das amigas ou por que foi humilhada pelo gostosão na frente de todos, não importa, ela muda. E isso faz o cara olhar pra ela diferente, pedir desculpas, todos se apaixonam e vivem felizes para sempre. The End. Basicamente era isso, salvo pequenas alterações.

Mas o que venho observando é que isso tem mudado muito. E agora as mulheres são as garotonas, que não querem saber de compromisso. Elas saem caçando pelos bares norteamericanos (e agora brasileiros, pois essa receitinha já chegou por aqui), dormem a cada dia com um carinha diferente, dão-pra-deus-e-o-mundo. E claro, são todas lindas, ricas, moram num loft super bacanudo, trabalham como publicitárias, jornalistas ou coisas do tipo e sempre tem algum carinha ligando e elas dispensando. Não dispensam o instrutor da academia, o dentista, o jardineiro e claro, o gostosão do supermercado (por que os caras dos mercados de lá são sempre bonitões). Daí um dia elas conhecem alguém que aos poucos se apaixona pela dona, mas ela não muda de ideia, até que o cara desiste e a moça, antes completamente “desprendida e desacreditada do amor” se diz pronta para amar (por sinal, foi um filme muito ruim com este título que me inspirou esse post) e vai lá ter o happy ending dela.

COMOASSIM? Quer dizer que tanto se lutou pela liberação sexual, cada uma faz o que quer com seu corpo, se quer transar antes do casamento, transa, por que enfim, a cabeça é de cada um, tanto se fez para agora a mulher ser muitas vezes retratada, resumidamente, como aquela que “deu pra todo mundo, cansou e agora está pronta pra amar”?

Sempre fui contra ambas as formas de se retratar a coisa. Tanto o cara gostosão versus a mocinha desajeitada quanto a dona desprendida versus o carinha salvador. Não defendo nenhuma, mas essa nova ondinha das mulheres dando pra geral nos filmes tá conseguindo ser pior do que quando eram os carinhas pegadores. Não por ser normal um cara ser pegador, isso é sexismo do mesmo jeito e não tô aqui pra isso. Mas claro, todo homem quer ser aquele cara do filme que sai pegando todo mundo, e isso, na cabeça da sociedade, “é massa!”. Mas tem mulher que quer ser a moça da telona, que deu pra metade de Hollywood? Quede? E quem acha o máximo a outra ter isso como ideal de vida?

E se alguma mulher te diz que sim, quer é essa vida de sair por aí comendo todo mundo e pronto, ah, de boa? Mentira. Que a pessoa diga que não quer se envolver, ok. Um caso aqui, outro ali, tranquilo. No melhor estilo “500 dias com ela”, pra manter o exemplo cinematográfico. Mas quem vê um personagem desses no filme e diz que quer ser igual, é por que no fundo espera ter o mesmo final que teve no filme, encontrar alguém que a faça mudar de ideia, ou seja, o fim é o mesmo, o meio é que é falsamente inventado. Nada mais do que uma mentira contada para si mesmo…

E bom, continuarei assistindo meus filmes. Vamos ver qual a moda a seguir…

P.S.: Desculpem o post gigantesco!!!! Mas pelo menos fica pra compensar o da semana passada! 😉

Indo pro mercado (de trabalho), não pro supermercado…

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Muita gente sabe que quando se trata de profissão eu posso dizer que já passei por várias, tem isso inclusive na minha descrição aqui do blog. Em alguns ganhei menos, em outros ganhei mais, mas a questão é que mesmo trabalhando no mesmo cargo que outros caras, inclusive na mesma empresa, eles ainda ganhavam mais que eu. E qual será o motivo???

Ok, vamos por partes. É sabido e notório que as mulheres ainda recebem salários inferiores, mesmo desempenhando as mesmas funções que os homens, Não adianta negar, tá no Jornal Nacional, nas estatísticas das pesquisas, para quem quiser ver! Eu mesma já trabalhei numa empresa na qual eu ganhava muito menos da metade que um cara, que fazia a mesmíssima coisa que eu, ganhava! E tendo já trabalhado em outros cargos ditos “masculinos”, afirmo com conhecimento de causa que sim, ganhava menos que eles. Se isso me indignava? CLARO!!! Se fiquei quieta, calada, simplesmente aceitando o fato? NÃO MESMO!!! Digo com orgulho que nunca fui demitida na vida, sempre pedi demissão de todos os empregos que tive, afinal, ganhar pouco é foda… Ganhar menos que seu colega de empresa só por que você é mulher é mais foda ainda. E ainda por cima ter de aguentar assédio de chefe, takeopariu né???? Sem comentários…

Daí, outro dia conversando com a Rute, ela me falou de um livro sobre essa questão do feminino e da mulher na sociedade, me mostrou uma citação que gostaria de expôr aqui para vocês:

“A discriminação não é a razão de as mulheres ganharem menos dinheiro que os homens. As mulheres é que fazem escolhas diferentes e têm diferentes prioridades, e isso resulta no fato de ganharem menos.” Carrie L. Lukas (cretina!), no seu livro Mulher sem culpa.

COMO ASSIM UMA MULHER VEM E DIZ UM NEGÓCIO DESSES????

Mas o que surpreende é ver esse tipo de visão preconceituoso de que “as mulheres ganham menos por que tem outras prioridades” vindo de uma mulher, sabem? Qual a prioridade das mulheres então? Casar, parir uma penca de filhos, ir ao supermercado, pagar contas, fazer comida, e, nas horas vagas, trabalhar? Quer dizer que por chegar tarde às vezes por ter ido deixar o filho na escola, ou ter de sair mais cedo por que a filha tá doente, isso me faz perder o direito de ganhar um salário igual ao de um homem? Só por que ele “teoricamente” não cumpre nenhum desses tipos de obrigações? A questão aqui é o fato de que, se meu filho está doente, vou sair mais cedo pra leva-lo ao médico, e por isso vou ganhar menos. Isso tá certo? Que lógica é essa, alguém me explica?

Eu sou solteira, não tenho filhos, minha prioridade é me formar na minha segunda faculdade, terminar minha pós-graduação e me preparar para um mestrado. Isso não deveria me habilitar a ganhar mais então? E pior que eu até posso ter um salário melhor, mas só se comparado a outras mulheres com mesmo nível de escolaridade que eu. Vai ter muito marmanjão aí que mal terminou a faculdade – SE tiver terminado – ganhando mais do que eu. Daí me pergunto: pra que me matar de estudar, pra que buscar me aprimorar tanto academicamente??? Vou ganhar menos do mesmo jeito…
Mas então realizo que pensar dessa forma é quase como confirmar que eles estão certos, é dar munição pra que os chefes continuem agindo dessa forma. E AS CHEFAS também, por que é muito triste ver que muitas empresárias fazem o mesmo com suas funcionárias. Como se a capacidade, a competência estivesse entre as pernas, não na cabeça…

Lua Santos

Não sou eu, é você!

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Até onde vai o meu direito e em que ponto começa a liberdade dos outros? Por que sério, é cada vez mais freqüente eu ouvir as minhas amigas reclamarem que os caras chegam na maior, assediando… Mas quando falo assediando, não estou me referindo aquelas malditas piadas de pedreiro ou ser chamada de “gostosa” no meio da rua, não… Você sai da sua casa toda arrumadinha e daí vem um mané na balada e passa a mão na sua bunda como se aquilo fosse a coisa mais natural no mundo!!!
Me fala, tá certo isso? Ainda depois vem me dizer “Lua, eu não estava nem de mini saia!”. A questão é, isso não importa. A culpa não é da garota se o cara chegou passando a mão nela, ele que é um estúpido e não sabe se controlar; e o pior é que muitos acham isso e esse pensamento da sociedade é uma falta de absurdo!
Outro dia eu fui pro centro a pé e daí vem um cara num carrão, me tranca entre outro carro e calçada e começa a querer que eu entre no carro com ele, me oferecendo “emprego”. Vem cá, o que dá na cabeça de um cara pra ele fazer um negócio desses? Depois inda liguei pra Rute meio que me justificando, falando que eu tava de calça jeans normal, e daí ela me falou e me dei conta… MAS NEM QUE EU ESTIVESSE DE CALCINHA! Poderiam rir de mim, me vaiar, me xingar… mas nada do que eu fizesse daria a liberdade de qualquer cara chegar pra mim me passando a mão ou me oferecendo esse tipo de coisa. Nem em mim e nem em mulher nenhuma.
Tá certo que algumas garotas se vestem de forma que pode ser considerada vulgar. Ok, quer pensar que a menina é vulgar, pensa. Quer achar que ela se veste feito puta? Acha! Mas daí a chegar nela perguntando quanto é o programa, ou nem isso, chegar direto enfiando a mão na bunda dela é que não vale! E depois inda dizer que nós provocamos? Que é nossa culpa pela forma que nos vestimos? Sendo mais radical, dizer que se formos estupradas, nós é que provocamos??? Que absurdo é esse? Sabe se controlar não, garotão?
Quer dizer que agora se eu uso uma calça mais justa, uma saia mais curta ou uma blusa mais decotada , isso dá o direito ao cara de chegar no ônibus, na rua, onde quer que seja, e passar a mão em mim? Se fosse por isso, aqueles caras que me aparecem com a calça caindo pela metade da bunda com a cueca de fora, me davam todo o direito de ir lá e baixá-las, rindo do quanto eles são ridículos!!!!

Lua Santos